terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ifac auncia ampliação em Xapuri e enterra cápsula do tempo



Cápsula do tempo do IFAC/Xapuri deverá ser aberta daqui a 107 anos

"Atenção jovem do futuro, 6 de Setembro do ano de 2120, aniversário ou centenário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade socialista que pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade. Aqui fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte. Desculpem...Eu estava sonhando quando escrevi estes acontecimentos; que eu mesmo não verei mas tenho o prazer de ter sonhado."  Este texto escrito por Chico Mendes em 1988, ano de seu assassinato, inspirou a data a ser reaberta a cápsula do tempo do Instituto Federal do Acre/Câmpus Xapuri.
A cerimônia de lançamento simbólico da pedra fundamental da reforma e ampliação da sede do Câmpus Xapuri aconteceu na manhã de sexta-feira, dia 25 de janeiro, e mesmo sendo um feriado, mobilizou a comunidade, autoridades locais e a Reitoria do IFAC.
A cápsula foi uma urna de madeira nobre e certificada onde foram colocadas mensagens, a ata da solenidade, um histórico desde o nascimento do câmpus, produtos da região como um preservativo da Nátex, jornais, um ouriço de castanha e uma semente de seringueira, tudo devidamente embalado para durar os 107 anos.

Abrindo a cerimônia, o diretor Geral do Câmpus Xapuri, Prof. Sérgio Flórido, se emocionou ao lembrar de todos os detalhes da implantação da unidade e agradeceu à todos os colaboradores desta história, também falou dos sonhos como a consolidação do Centro de Biotecnologia e a Escola de Fronteiras.

Na mesa de autoridades, o prefeito de Xapuri, Márcio Miranda, falou da diferença que o Instituto está fazendo no município e da sua preocupação em o mais breve possível conseguir um local para abrigar as crianças da Escola Municipal Rita Maia.
Representando o governador Tião Viana, o diretor presidente do Instituto Dom Moacyr, Prof. Marco Brandão, reforçou o apoio incondicional do Governo para a ampliação das ações do Instituto Federal em prol do Acre e citou grandes nomes de xapurienses que marcaram a História, indo de Jarbas Passarinho (político e militar), Armando Nogueira (jornalista) à Adib Jatene (médico)e Euri Figueiredo (educadora).
O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do Acre, Prof. Marcelo Minghelli, também compôs o dispositivo. Ele destacou a solidariedade da comunidade xapuriense. “De nada vale do ‘know how’ técnico sem o ético. Por mais que a instituição faça, não é mais do que o próprio indivíduo pode fazer por si mesmo ao procurar mudar o seu contexto para melhor”, argumentou.
O reitor Pro Tempore do IFAC, Prof. Breno Silveira, destacou que mais do que uma construção, aquele ato é o plantio de sonhos, como foram os de um metalúrgico que virou presidente do Brasil e transformou seu sonho em realidade propondo democratizar a Educação do País, de uma mulher que foi torturada e hoje preside o país e dá continuidade a esta meta de sermos ricos acabando com a pobreza, e o sonho de Chico Mendes de ter a floresta preservada e seu povo reconhecido. “Podemos ser protagonistas e mudar o mundo para melhor”, disse.

Arte por um sonho
Teatro, poesia e música também expressaram a importância do lançamento simbólico da pedra fundamental do IFAC/Câmpus Xapuri.
Alunos encenaram a peça “Vida de um Seringueiro”, dirigida pelo também discente Alder Járide.
Trinta e oito vozes da comunidade, alunos e servidores sob a regência do professor de música, Raildo Brito, estrearam o Coral Chico Mendes e cantaram o Hino Acreano (composição de Francisco Mangabeira e Mozart Donizetti), A Paz (João Donato e Gilberto Gil) e Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).
E, sobre os encantos de Xapuri e o evento, a professora Willianice Maia escreveu e foram recitados os cordéis “O canto da minha terra” e “Pedra Fundamental”.

Legado de Chico
Na hora de explicar a cápsula do tempo e sua inspiração foram chamados ao palco os senhores João Mendes e Raimundo Mendes, amigo e primo de Chico Mendes. O primeiro leu o bilhete de Chico e o segundo testemunhou sobre o assunto: “Só quem passou sabe o que era a escuridão da floresta. É um grande prazer ver agora que as contribuições de Wilson Pinheiro, Chico Mendes e tantos companheiros de causa estão sendo compreendidas. “Vocês parecem ter absorvidos nossos sonhos e com essa compreensão se lançaram na luta conosco para fazer com que o conhecimento chegue até a gente e contribua para a verdadeira cidadania”.
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