terça-feira, 1 de maio de 2012

Tião Viana entrega R$ 1,6 milhão em recursos para comunidades florestais em Xapuri e Brasiléia


Os produtores rurais de Xapuri e Brasileia viveram nesta sexta-feira, 27, um dia de honra: receberam das mãos do governador Tião Viana os Planos de Desenvolvimento Comunitário (PDCs) e todos os equipamentos e insumos que solicitaram. Longe de ser apenas um papel, o documento tem um significado bem mais amplo que as estratégias que contém: atesta que o governo reconheceu a luta dos produtores e dá a eles o direito de dizer onde e de que forma querem investir recursos públicos para desenvolver a comunidade da forma que sempre defenderam.
Os PDCs são estratégias de desenvolvimento construídas pelas comunidades, sob orientação de técnicos do governo, onde elas apontam o que gostariam de desenvolver e o que é preciso para melhorar a produção. Barcos, motores, sementes, trilhadeiras, roçadeiras e outros equipamentos são comprados com recursos do Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico e Sustentável do Acre (Proacre).
“O trabalhador do campo não é como o funcionário de um comércio. O suor tem que pingar do rosto pra ele poder ver o dinheiro da produção. E o trabalhador rural precisa de condições de trabalho. É isso que estamos fazendo ao estender a mão pras comunidades”, disse o governador Tião Viana.
Os deputados estaduais Geraldo Pereira, Moisés Diniz e Manoel Morais acompanharam a agenda do governador no Alto Acre, ao lado do deputado federal Taumaturgo Lima. “Antes o produtor rural não era ouvido. Aí veio o Lula e mudou essa história. Hoje a presidente Dilma prioriza a produção. No Acre, o governador Tião Viana acerta em cheio quando acredita no produtor, que é  quem coloca alimento na nossa mesa”, disse Taumaturgo.
Reunidos em frente à praça de Xapuri, palco das grandes decisões que precisaram tomar ao longo dos últimos 20 anos para defender a floresta, os produtores viveram o momento que sempre sonharam. Muitos deles participaram dos empates – movimentos pacíficos contra a derrubada das matas e a invasão dos pecuaristas. “A gente acreditava demais naquela luta, tanto que participava dela e meus filhos iam comigo. Hoje é um momento de alegria que nós esperamos muito tempo pra viver”, conta o seringueiro Raimundo Araújo de Souza, da comunidade Dois Irmãos, em Xapuri.
Seu Raimundo chegou cedo à  tenda armada em frente ao salão paroquial. Agitado, andava de um lado para o outro com um violão pendurado no ombro. A ansiedade, ele revelou, foi causada por um desejo: fazer um repente em homenagem ao governador Tião Viana. Além de cortar seringa e trabalhar nos roçados, ele não nega as raízes nordestinas e se mostra um repentista de mão cheia. Conhecido como Reio do Brega, sonha em gravar um CD.
Para ele, o dia também era de festa. O governo, que outrora virava as costas para as populações tradicionais da floresta e pra causa ambiental, agora reunia os produtores para entregar sementes, máquinas, motores. São os ideais de Chico Mendes, Wilson Pinheiro e tantos outros companheiros que se transformaram em realidade. “Eu sempre acreditei que valia a pena lutar”, disse o produtor.
Agência de Notícias do Acre
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