segunda-feira, 17 de junho de 2013

Hacker roubou o código fonte do Facebook


A maior rede do mundo ficou por três semanas nas mãos do hacker

Glenn Mangham, o hacker de York, na Inglaterra, que roubou o código-fonte do Facebook, foi a público com uma profunda explicação sobre como penetrou na rede social mais popular do mundo. Ele postou um longo texto em seu blog, e um vídeo, dizendo que aceita inteira responsabilidade por suas ações e que não pensou nas possíveis conseqüências.
Mangham deu a entender que tinha a intenção de contatar o FB assim que a empresa percebeu suas invasões, já que ele não fez muito esforço para esconder seu serviço. Disse não ter usado servidores proxy porque “assim a audição duraria mais tempo devido ao atraso entre cada requisição feita a um servidor”. Ele também estava esperando que, mesmo sendo pego, o Facebook não o colocaria na prisão, o que não aconteceu.
Glenn foi acusado e confessou ser culpado de três acusações de acesso não autorizado a material de computador e modificação ilegal de dados, de acordo com o jornal “The Press” em York. Foi sentenciado a oito meses de prisão em fevereiro, mas a sentença foi reduzida para quatro meses por um tribunal de apelação no começo deste mês. Ele foi, então, elegível à liberdade, porém sujeito a vigilância eletrônica e restrições à sua utilização da internet.
O jovem usou uma vulnerabilidade para baixar o código-fonte da rede social, sem dúvida a propriedade intelectual mais valorizada e secreta da companhia. Apesar disso, retratou a si mesmo como um pesquisador de segurança que continuou a examinar o Facebook porque queria investigar outros problemas, já que a maioria dos sistemas tem “uma casca grossa e um conteúdo macio”.
Ele tomou providências para prevenir danos aos sistemas da criação de Mark Zuckerberg, embutindo um atraso em scripts que usou para extrair o código-fonte a fim de evitar “o acesso excessivo do servidor e impedir sua disponibilidade”. Após saber que o FB estava atrás dele, Mangham escreveu que entrou em pânico porque sabia o quão ruim tudo isso parecia fora do contexto. Ele afirmou que “quase ninguém” sabia que ele tinha uma cópia do código-fonte do site, e que ele o manteve “fisicamente longe da internet”.
 “Em muitos aspectos, era mais seguro do que o original”, disse no blog. Sua cópia do código poderia certamente ser do interesse de cibercriminosos que tentam usar a rede social para cometer fraudes. Mas ele disse que não tinha intenção de vendê-lo. “Também é bom deixar claro que eu tive o código por aproximadamente três semanas e nada me impedia de fazer cópias e redistribuí-las, era tempo mais do que suficiente para ter causado danos significativos ao Facebook ou para encontrar um comprador caso essa realmente tivesse sido minha intenção, o que claramente não foi”, ele escreveu.
“Se você considerar que a única coisa que estava entre o Facebook e uma potencial aniquilação era minha ética, então eu acho que o fato de estar tudo funcionando normalmente deveria servir como prova de que eu realmente não sou um cara mau”, afirmou.

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